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Jaques Wagner apoia escolha de Teresa Leitão para liderança do governo no Senado

O senador Jaques Wagner manifestou apoio à senadora Teresa Leitão, indicada por Lula para liderar o governo no Senado, após sua saída do cargo em meio a investigações.

O senador Jaques Wagner, do Partido dos Trabalhadores da Bahia, demonstrou seu apoio à senadora Teresa Leitão, do Partido dos Trabalhadores de Pernambuco, que foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a liderança do governo no Senado. A indicação de Leitão aconteceu um dia após a Saída de Wagner do cargo, no contexto das investigações da Operação Compliance Zero, conduzidas pela Polícia Federal.

Em suas redes sociais, Wagner desejou sucesso à sua sucessora e elogiou sua experiência política, afirmando que "Teresa é uma senadora preparada e comprometida para cumprir essa função com todo o empenho e dedicação". A escolha de Teresa Leitão foi decidida após uma reunião entre ela e Lula no Palácio da Alvorada, que também formalizou a saída do senador baiano da liderança do governo, função que ocupava desde o início do terceiro mandato do presidente.

Wagner comunicou, em nota, que a decisão de deixar a liderança foi tomada em comum acordo com Lula. Sua saída, no entanto, foi precedida por uma pressão crescente de membros do Palácio do Planalto e do PT, que defendiam a alteração na liderança para mitigar os desgastes causados pelas investigações relacionadas ao Banco Master.

Apesar da pressão, Wagner inicialmente relutou em deixar o cargo, com aliados afirmando que ele considerava que uma saída imediata poderia ser interpretada como uma admissão de culpa. O senador defendia a permanência na função até ao menos o recesso parlamentar.

A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça que estaria vinculado ao Banco Master. A Polícia Federal alega que Wagner teria atuado em favor dos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional em troca de benefícios indevidos.

O senador nega todas as acusações e, na segunda-feira, 23, apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal para anular a decisão que autorizou mandados de busca e apreensão em locais relacionados a ele.

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