O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anunciou nesta quinta-feira, 25, que o ministro André Mendonça será o responsável pela relatoria da investigação envolvendo os recursos direcionados ao filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada em consonância com o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que recomendou a redistribuição do caso, uma vez que os eventos já estão sendo tratados sob a relatoria de Mendonça.
Antes de chegar a essa conclusão, Fachin solicitou, na quarta-feira, 24, esclarecimentos à área técnica do STF acerca dos critérios utilizados na distribuição dos processos. Após a análise dos critérios, ficou decidido que a investigação em questão será conduzida por Mendonça.
O caso teve início no gabinete de Alexandre de Moraes, após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ apresentar uma notícia-crime. Farias pediu a ampliação da investigação que envolve o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O pedido de Farias surgiu após a divulgação, pelo site The Intercept Brasil, de conversas nas quais Flávio teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro a quantia de R$ 134 milhões para financiar o filme. A notícia-crime aponta que aproximadamente R$ 61 milhões teriam sido repassados a um fundo vinculado a Eduardo nos Estados Unidos.
Na petição, o deputado argumenta que esses recursos poderiam ter sido utilizados para financiar ações de Eduardo contra autoridades brasileiras e pede que o caso seja integrado ao inquérito que já está sob a relatoria de Moraes. O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, corroborou a afirmação de que os fatos relacionados a Vorcaro estão sob a responsabilidade de Mendonça.

