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Morte de advogado que gerou polêmica ao defender cliente é confirmada em Florianópolis

Rodrigo Pantaleão foi encontrado morto em sua residência, no Itacorubi, após moradores relatarem odor forte. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do falecimento, que pode ter ocorrido por causas naturais.

O advogado Rodrigo Pantaleão foi encontrado sem vida em sua casa, localizada no bairro Itacorubi, em Florianópolis (SC), na quinta-feira, 25 de junho de 2026. A localização do corpo ocorreu após vizinhos notarem um forte odor proveniente do imóvel e acionarem a Polícia Militar para averiguação.

De acordo com informações preliminares da Polícia Civil, o corpo de Pantaleão apresentava sinais de que já estava em estado avançado de decomposição, indicando que o óbito ocorreu há alguns dias. A entrada na residência foi dificultada pela presença de cães de guarda, mas os policiais conseguiram visualizar o corpo sobre a cama.

As investigações iniciais não apresentaram sinais de arrombamento no local, e não foram identificadas lesões no corpo do advogado. A principal linha de investigação aponta para a possibilidade de morte por causas naturais, embora outras possibilidades ainda não tenham sido descartadas. O laudo necroscópico será fundamental para esclarecer a causa da morte.

Rodrigo Pantaleão ganhou notoriedade no final de maio de 2026, quando um vídeo de uma audiência virtual se tornou viral nas redes sociais. Durante a sessão, em vez de defender o réu, acusado de tráfico de drogas e posse ilegal de armas, o advogado concordou com as alegações do Ministério Público, surpreendendo a juíza responsável pelo caso.

A juíza, ao perceber a situação, considerou o réu indefeso e determinou a adoção de medidas para assegurar o direito à ampla defesa. Pantaleão havia assumido a defesa do acusado após a saída da advogada Gabriela Vieira Serafin, que deixou o caso ao se tornar alvo de investigações.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) está acompanhando a situação e aguarda o progresso das investigações. O presidente da seccional, Juliano Mandelli, destacou a importância de uma apuração rápida, rigorosa e transparente, especialmente para verificar se a morte do advogado pode estar relacionada ao exercício da advocacia ou às prerrogativas profissionais.

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