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Prisão de vereador do PT é mantida em investigação por ligação com o PCC

A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão do vereador Senival Moura, investigado por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A operação da Polícia Civil resultou em bloqueio de R$ 194 milhões e sequestro de bens.

A Justiça de São Paulo decidiu, na última sexta-feira, 26, manter a prisão do vereador Senival Moura, do Partido dos Trabalhadores (PT). Moura é alvo de investigações que o ligam a um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão ocorreu durante a audiência de custódia, realizada um dia após a operação da Polícia Civil.

De acordo com os investigadores, Senival Moura exercia controle oculto sobre a concessionária Transunião Transportes S.A., que opera linhas de ônibus na zona leste da capital paulista. A empresa teria sido utilizada para movimentar recursos associados à facção criminosa. Em resposta à prisão, o prefeito Ricardo Nunes, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), ordenou intervenção na Transunião, visando assegurar a continuidade do serviço de transporte público.

As apurações tiveram início em 2020, quando se investigou o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião. Durante o inquérito, o Ministério Público e a Polícia Civil descobriram indícios de que a empresa recebeu recursos oriundos do crime organizado, com um aumento de capital que passou de R$ 100 mil para R$ 50 milhões entre 2015 e 2019.

Os investigadores identificaram um grupo paralelo que gerenciava as finanças da concessionária, direcionando recursos para membros do PCC. Senival Moura é apontado como o principal beneficiário dos desvios financeiros. A Polícia Civil relaciona um possível conflito entre Moura e Jorge ao assassinato do ex-presidente da empresa.

Além disso, o inquérito revela que o vereador teria conseguido evitar sua própria morte ao prometer devolver os valores que foram desviados. Documentos também indicam que Moura utilizou a Transunião para implementar um sistema financeiro clandestino, permitindo a infiltração da organização criminosa na empresa.

A decisão que autorizou a operação incluiu o bloqueio de R$ 194 milhões em contas dos investigados e da concessionária, além do sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. Juntamente com Senival Moura, a Justiça também manteve a prisão de Jair Ramos de Freitas, conhecido como "Cachorrão", e apontou Devanil de Souza Nascimento, o "Sapo", como um dos principais colaboradores do vereador.

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