Uma apresentação artística realizada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) provocou uma onda de críticas nas redes sociais. O espetáculo, intitulado "Papangu", se tornou alvo de controvérsia após a divulgação de vídeos que mostram o artista Alexandre Américo completamente nu, com seu corpo coberto apenas por tinta e um adereço na cabeça.
O evento ocorreu nesta semana na Galeria Laboratório do Departamento de Artes, dentro do campus da UFRN. Com entrada gratuita, a apresentação tinha classificação indicativa para maiores de 18 anos.
Financiado por recursos públicos, o projeto "Papangu" recebeu apoio de várias instâncias do governo. Entre os órgãos envolvidos estão a Fundação José Augusto, a Secretaria de Estado da Cultura do RN, o Sistema Nacional de Cultura, a Política Nacional Aldir Blanc, o Ministério da Cultura e o Governo Federal, através dos editais de Fomento à Dança e Apoio à Cultura Negra.
Com a rápida disseminação dos vídeos nas redes sociais, a atuação de Alexandre Américo gerou forte repercussão. Muitas pessoas criticaram a nudez exposta no espetáculo e questionaram a destinação de verbas públicas para sua realização. A cena em que o artista aparece sem roupas, com o corpo pintado e usando apenas um adereço na cabeça, foi a mais contestada entre os internautas.
Esse episódio reabriu discussões sobre os limites da expressão artística em espaços públicos e instituições de ensino, além de levantar questões sobre a aplicação de recursos destinados ao fomento cultural no Brasil. A POLÊMICA gerada pelo espetáculo "Papangu" evidencia as tensões entre arte e moralidade que frequentemente surgem em contextos semelhantes.

