O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, está enfrentando obstáculos significativos para consolidar sua candidatura à Presidência da República. A situação se torna ainda mais crítica com a proximidade da convenção do Democracia Cristã (DC), agendada para definir os candidatos até o dia 5 de agosto.
O presidente do DC, João Caldas, revelou que o partido ainda busca apoio para a candidatura de Barbosa, mas reconheceu que o cenário atual é desafiador. Em entrevista publicada no dia 9 de julho, Caldas comentou: "Ainda estamos tentando, mas não está fácil. Temos até 5 de agosto, prazo para realizar a convenção que pode definir o nome do candidato a presidente, mas está muito difícil".
A escolha de Barbosa como candidato foi uma surpresa, visto que o DC já havia indicado o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo como pré-candidato. Contudo, a mudança de direção na candidatura gerou controvérsias. Rebelo contestou a decisão e levantou questões sobre uma possível intenção de aproximar a legenda do STF.
Além disso, Rebelo insinuou que a escolha de Barbosa poderia estar ligada a um tratamento diferenciado em investigações que envolvem membros da cúpula da Corte na Compliance Zero. Essa situação interna tem gerado conflitos no partido, levando Caldas a tentar expulsar Rebelo da legenda.
No entanto, a decisão de expulsão enfrenta questionamentos na Justiça. A juíza Gabriela de Faria, da 6ª Vara Cível de Brasília, ordenou a reintegração de Aldo Rebelo aos quadros do DC, argumentando que os procedimentos necessários para a expulsão não foram seguidos corretamente.
Rebelo, por sua vez, busca manter sua candidatura viva e está focado na convenção partidária como uma oportunidade para reverter a decisão da direção nacional e garantir sua indicação como candidato. A situação se torna cada vez mais tensa à medida que o prazo se aproxima, deixando o futuro da candidatura de Joaquim Barbosa incerto.

