Empresários brasileiros de setores impactados pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos (EUA) manifestaram ao governo Lula (PT) sua oposição a uma possível retaliação comercial com base na Lei de Reciprocidade. A manifestação ocorreu após o anúncio da implementação do tarifaço na semana passada, que levou à decisão do governo petista de iniciar imediatamente os trâmites necessários para acionar a legislação pertinente.
A Lei de Reciprocidade requer a realização de uma consulta pública de 30 dias antes da adoção de qualquer medida retaliatória. Durante esse período, as empresas afetadas planejam pressionar o governo a reconsiderar a retaliação, argumentando que uma resposta comercial poderia ampliar os danos e criar um ambiente de negócios mais desfavorável.
Os empresários destacam que a implementação de contramedidas pode resultar em uma escalada das tensões com os EUA, além de potencialmente acarretar novas sanções à economia brasileira. A preocupação é de que a retaliação traga mais prejuízos do que benefícios, prejudicando o setor produtivo.
A legislação brasileira permite ao governo adotar medidas contra ações de outros países que prejudicam a competitividade nacional. Esse mecanismo pode ser acionado em resposta a barreiras comerciais, interferências em decisões soberanas ou descumprimentos de acordos comerciais.
No cenário de uma retaliação tarifária, existem três opções previstas na Lei de Reciprocidade: a aplicação de tarifas equivalentes sobre produtos norte-americanos, a solicitação de um recurso junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as medidas e a revisão de benefícios comerciais que foram concedidos aos Estados Unidos em áreas como tributação, logística e acordos consulares.

