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Gianni Infantino enfrenta crise, mas mantém poder na Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa, consegue apoio unânime da diretoria da entidade em meio a crise provocada por planos de venda de direitos da Copa do Mundo. A Uefa anunciou que não participará mais das competições organizadas pela Fifa.

Gianni Infantino continua a exercer suas funções como presidente da Fifa, mesmo diante de uma intensa pressão, especialmente vinda da Europa. A diretoria da entidade que rege o futebol mundial, após uma reunião em Rabat, no Marrocos, no dia 05 de agosto, expressou confiança unânime em sua liderança.

A crise se intensificou após a Fifa anunciar a intenção de vender uma parte minoritária dos direitos da Copa do Mundo masculina a investidores privados, um negócio avaliado em 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões). Em resposta a essa decisão, a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) declarou, em 30 de julho, que não participará mais de competições organizadas pela Fifa, aumentando a tensão entre as partes.

Giovanni Vincenzo Infantino, nascido em 23 de março de 1970 em Brig, na Suíça, é filho de imigrantes italianos e, durante sua infância, enfrentou discriminação por conta de sua origem. Ele se formou em Direito pela Universidade de Friburgo e, em 1997, tornou-se secretário-geral do Centro Internacional de Estudos Esportivos da Universidade de Neuchâtel.

Em 2000, ingressou na Uefa, onde ocupou diversos cargos até chegar à posição de secretário-geral em 2009. Embora tenha se mantido em segundo plano durante a presidência de Michel Platini, ganhou visibilidade ao apresentar os sorteios da Liga dos Campeões e da Eurocopa.

A ascensão de Infantino à presidência da Fifa ocorreu em meio a um escândalo de corrupção que abalou a entidade em 2015, resultando na prisão de vários dirigentes. Desde então, sua liderança tem sido marcada por controvérsias e desafios, como os recentes planos de venda de direitos de transmissão, que geraram desconfiança na Uefa.

Diante da crise, Infantino convocou uma reunião emergencial com dirigentes da Fifa, onde a entidade reconheceu que ocorreram erros no manejo dos planos envolvendo investidores privados. O comunicado oficial ressaltou que a Fifa não tolerará ataques à sua integridade e que tomará as medidas necessárias para proteger sua reputação.

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