O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem apresentado uma alteração em sua postura quanto à indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal. Aliados do parlamentar afirmam que ele já não mostra a mesma resistência que demonstrou nas semanas anteriores, o que sugere uma possível mudança de posicionamento em relação ao apoio do nome indicado por Lula.
Essa nova abordagem de Alcolumbre ocorre em meio a um processo de reaproximação com o presidente Lula, após um período de distanciamento que durou cerca de três meses. Na semana passada, os dois retomaram as conversas, e a primeira reunião ocorreu na residência do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Antes desse encontro, Alcolumbre esteve envolvido em discussões para garantir que a federação de seu partido, União Brasil, com o PP, mantivesse uma postura neutra, evitando alianças com Flávio Bolsonaro, que se apresenta como candidato à Presidência.
Anteriormente, a oposição de Alcolumbre à indicação de Messias ao STF, em abril, foi identificada como uma das principais razões para o esfriamento nas relações entre ele e Lula. A reunião recente entre os dois teve como um dos temas centrais essa questão, onde ambos puderam discutir suas divergências e esclarecer posicionamentos, como se fosse uma forma de "lavar a roupa suja".
A avaliação entre os assessores de Alcolumbre é que a sua decisão de apoiar a nova indicação de Jorge Messias dependerá do andamento das interações futuras com o presidente Lula. Essa dinâmica reflete uma tentativa de reconstruir um entendimento que, até então, estava comprometido por desavenças passadas.
À medida que o cenário político se desenrola e as relações entre os principais líderes se ajustam, a possibilidade de Alcolumbre apoiar Messias para o Supremo Tribunal Federal pode ser um indicativo da busca por alinhamentos e consensos no atual contexto político brasileiro.

