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Captação de leite no Brasil atinge recorde no 2º trimestre

Mesmo com o recuo sazonal da entressafra, absorção da oferta por mercado aquecido sustentou reação nos preços ao produtor – Foto: Divulgação. A captação formal de leite no Brasil alcançou a marca histórica de 6,614 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026. Os dados preliminares são da Pesquisa Trimestral do Leite (PTL), divulgada pelo […]

Mesmo com o recuo sazonal da entressafra, absorção da oferta por mercado aquecido sustentou reação nos preços ao produtor –

A captação formal de leite no Brasil alcançou a marca histórica de 6,614 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026. Os dados preliminares são da Pesquisa Trimestral do Leite (PTL), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa um avanço de 1,0% na comparação com o mesmo período de 2025 e consolida o maior patamar já registrado para um segundo trimestre na série histórica iniciada em 1997, superando o recorde anterior de 6,55 bilhões de litros.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, houve uma redução de 2,5% na quantidade de leite recolhida. A diminuição no volume é explicada pelo fator sazonal típico da atividade leiteira, marcado pelo período de entressafra em diversas regiões. Contudo, o nível de produção permaneceu elevado quando confrontado com os dados históricos de igual período em anos anteriores.

O crescimento moderado de 1,0% em relação ao ano anterior ocorreu em um ambiente de mercado distinto do vivenciado em 2025. No ano passado, preços e rentabilidade mais atrativos impulsionaram uma forte expansão de 10,2% na captação no segundo trimestre em relação a 2024. Posteriormente, a alta da oferta gerou queda nas margens do produtor, elevando a relação de troca por insumos e tornando o abate de matrizes uma opção economicamente atraente frente à atividade leiteira em algumas propriedades.

Apesar dos desafios na margem, a captação mensal manteve-se superior à de 2025 durante todo o segundo trimestre de 2026. O encerramento de junho marcou o início da transição para a safra na Região Sul, uma das principais bacias leiteiras do país, elevando a oferta interna do produto.

A demanda por lácteos seguiu aquecida no mercado nacional, absorvendo a oferta disponível. Nos meses de junho e julho de 2026, o cenário de menor disponibilidade pontual favoreceu a reação nos preços pagos ao produtor, que superaram os valores praticados nas mesmas datas de 2025.

Para o segundo semestre, projeta-se um ambiente de rentabilidade mais favorável ao produtor, embora o avanço da safra do Sul e eventuais impactos do fenômeno El Niño no clima exijam atenção quanto ao equilíbrio entre oferta e demanda. As informações foram divulgadas pelo portal MilkPoint.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

– Recorde histórico: A captação de leite atingiu 6,614 bilhões de litros no 2º trimestre de 2026, a maior marca da série do IBGE para o período, crescendo 1,0% sobre 2025.

– Efeito sazonal e demanda: Apesar da queda de 2,5% frente ao 1º trimestre pela entressafra, o consumo aquecido absorveu o volume e impulsionou a recuperação dos preços ao produtor em junho e julho.

– Perspectivas: A entrada da safra no Sul deve manter a oferta elevada no segundo semestre, exigindo monitoramento das condições climáticas e do equilíbrio de mercado.



Fonte:A Rede PG

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