Na madrugada de 24 de agosto de 2026, uma recém-nascida foi encontrada dentro de uma sacola no bairro Guarituba, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) identificou a mãe da criança como uma adolescente de apenas 16 anos, que compareceu à delegacia acompanhada de seus pais para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
O delegado João Paulo Pelaez, da PCPR, informou que a jovem confessou ter dado à luz a criança e, em um momento de desespero, acreditando que o bebê poderia estar morto, decidiu deixá-la em um terreno baldio próximo à sua residência. A investigação segue em andamento para elucidar as circunstâncias que levaram ao abandono.
A adolescente relatou que o bebê é fruto de uma violência sexual e que, por vergonha, não compartilhou a situação nem com sua família nem com amigos. Segundo Pelaez, a jovem alegou que o trauma a fez omitir a gravidez e o parto, levando-a a acreditar erroneamente que a criança não havia sobrevivido ao nascimento.
Após os depoimentos, a adolescente e seus responsáveis foram liberados, uma vez que não havia flagrante. A PCPR indicou que a tipificação da ação pode ser considerada como tentativa de infanticídio, mas a mãe não enfrentará medidas restritivas neste momento.
A descoberta da criança foi feita por uma moradora da região, Kátia Baje, que inicialmente escutou um barulho e pensou se tratar de um animal. Ao verificar o local e abrir a sacola, encontrou a recém-nascida, que estava viva e saudável, embora apresentasse duas lesões, com suspeita de fraturas no fêmur e na clavícula.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e a criança foi levada para o Hospital de Clínicas em Curitiba. A equipe neonatal está responsável pela avaliação do estado de saúde da recém-nascida, que, apesar das lesões, foi considerada estável.

