A Justiça de São Paulo decidiu, nesta quinta-feira, 27, pela soltura de Diego Fernando Oporto Soliz, que havia sido preso ao oferecer R$ 200 mil à vereadora Amanda Vettorazzo (União) em uma reunião no gabinete da parlamentar, na Câmara Municipal de São Paulo.
Após o pagamento de uma fiança correspondente a 15 salários mínimos, totalizando R$ 24.315, o Tribunal de Justiça de São Paulo emitiu o alvará de soltura por volta do meio-dia. No entanto, até o momento, não há confirmação sobre a execução da ordem de libertação.
A prisão de Soliz ocorreu na última terça-feira, 25, após a reunião com Amanda. A Polícia Civil obteve uma gravação onde ele oferece um “incentivo” inicial de R$ 200 mil, o que gerou a menção ao crime de corrupção ativa em seu depoimento.
A juíza Larissa Leal Elias Lamblet, ao conceder a liberdade provisória, avaliou que não estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão de Soliz. A decisão, além da soltura, impôs medidas cautelares a serem respeitadas pelo homem durante um período de 12 meses.
Entre as restrições, Soliz deverá comparecer mensalmente à Justiça, manter seu endereço sempre atualizado e informar previamente caso permaneça mais de oito dias fora da comarca onde reside. Além disso, ele está proibido de deixar o Brasil e terá um prazo de cinco dias para entregar seu passaporte.
A Justiça alertou que o descumprimento dessas condições pode resultar na revogação da liberdade provisória e na consequente prisão do réu.

