A banda Calcinha Preta, um dos nomes mais icônicos do forró, perdeu três de seus vocalistas nesta década, uma sequência de lutos que entristece fãs e colegas de profissão. O mais recente falecimento foi o de Rogério Valença, que ocorreu na última terça-feira, 1º de setembro. Ele fez parte do grupo entre 1998 e 2000, contribuindo para os álbuns Vol. 05 e Vol. 06 e deixando sua marca em canções como Eterno Amor, Louca por Você e Me Leva.
Antes de Rogério, a cantora Paulinha Abelha faleceu em 23 de fevereiro de 2022, aos 43 anos, após complicações renais. Natural de Sergipe, Paulinha iniciou sua carreira aos 12 anos em trios elétricos e teve passagens por bandas como Flor de Mel, Panela de Barro e GDO do Forró. Sua trajetória mais significativa foi no Calcinha Preta, onde gravou mais de 20 álbuns e três DVDs durante sua primeira passagem, que durou 12 anos. Ela retornou permanentemente ao grupo em 2018, consolidando seu legado com sucessos como Louca Por Ti, Vou Te Dominar e 24 horas de Amor.
Paulinha foi internada no início de fevereiro de 2022 devido a um quadro de enjoos e tontura. Após complicações que a levaram a um coma, a artista não resistiu, deixando o marido Clevinho Santos e uma legião de fãs em luto. A comoção foi imensa nas redes sociais, onde amigos e admiradores expressaram suas condolências à família da cantora.
Sidney Xuxu, o primeiro vocalista da Calcinha Preta, também foi uma das perdas sentidas pela banda. Ele foi assassinado em sua casa em Aracaju em 2021, um ano antes de Paulinha. Sidney, que ficou conhecido pelo sucesso Onde O Sonho Mora em parceria com Luciana Linhares, foi fundamental na formação e na popularidade inicial da banda, que surgiu em 1995.
A sequência de falecimentos de artistas que marcaram a história do Calcinha Preta, como Paulinha, Rogério e Sidney, não apenas deixou um vazio na música, mas também na comunidade forrozeira, que se une em memória e respeito a esses talentos que ajudaram a moldar o cenário musical brasileiro.

