O candidato à Presidência da República, Renan Santos, do partido Missão, protocolou, na quarta-feira, 2, pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os pedidos foram entregues no Senado e acusam os magistrados de crimes de responsabilidade, fundamentando-se em recentes informações que envolvem Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
No caso do ministro Moraes, Renan Santos faz referência a mensagens atribuídas a Vorcaro que foram divulgadas após a quebra do sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF). O presidenciável sustenta que essas comunicações levantam indícios de uma possível troca de favores e repasse de informações privilegiadas ao banqueiro. No pedido, afirma que "o documento levanta a suspeita de que Daniel Vorcaro possa ter recebido do ministro Alexandre de Moraes informações privilegiadas sobre investigações conduzidas contra ele".
Além disso, Renan Santos menciona contratos entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Ele também destaca um acordo que envolveria a entrada de Viviane como sócia em uma empresa de aeronaves vinculada a Vorcaro.
No que diz respeito ao pedido contra Toffoli, o candidato aponta repasses financeiros de R$ 35 milhões feitos por fundos de investimento associados a Vorcaro ao resort Tayayá, localizado no Paraná. De acordo com o documento, a Maridt S.A., empresa familiar constituída pelo ministro e seus irmãos, teve envolvimento no empreendimento até meados de 2025. Renan argumenta que essa relação caracterizaria uma violação da proibição que impede magistrados de exercerem atividade empresarial.
Ambos os pedidos foram enviados ao Senado, que é o órgão responsável pela análise de processos de impeachment contra ministros do STF.

