O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de Alexandre de Moraes para que a investigação envolvendo André Mendonça fosse incluída na pauta da próxima terça-feira, dia 15. Fachin argumentou que cada caso apresenta "contornos e objetos bem delineados" e que o processo relacionado a Mendonça ainda não está finalizado.
Em seu despacho, Fachin destacou que a liberação da Petição 16.704, que solicitaria a inclusão da investigação de Mendonça, não poderia ocorrer neste momento, já que a instrução preliminar ainda não foi concluída. "A liberação da Petição 16.704 para inclusão imediata em calendário importaria na submissão ao plenário de matéria cuja instrução preliminar ainda se encontra inconclusa", afirmou o ministro.
O prazo para apresentação das informações sobre a Petição 16.662, que diz respeito a Moraes, se encerra na segunda-feira, dia 14. Fachin ressaltou que manter essa petição na pauta permite ao STF analisar a matéria em um estágio mais avançado, sem impedir uma futura avaliação da Petição 16.704.
A decisão de Fachin pode ser vista como um golpe na estratégia de Moraes, que busca se distanciar de possíveis acusações e fortalecer sua posição frente aos colegas do tribunal. Moraes expressou descontentamento ao notar que Dias Toffoli não está sendo investigado, especialmente à luz de um relatório da Polícia Federal que desencadeou sua saída da relatoria do caso Master.
Vale lembrar que, na ocasião, o pedido de suspeição de Toffoli, feito pela PF, foi considerado ilegal pelos ministros, que se reuniram em uma sessão secreta para debater o assunto. A anulação do relatório produzido sem ordem judicial também se destaca como um ponto crucial da situação.
Enquanto isso, André Mendonça tem atuado dentro das normas estabelecidas, ao contrário de Moraes, que, segundo apurações, estaria utilizando meios ilegais para evitar uma investigação. Isso inclui acusações infundadas e a utilização de um dossiê, que foi produzido de forma ilegal pela PF, contra o relator.

