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Tragédia na Penha: três pessoas permanecem desaparecidas após desabamento de prédio em obra

Após o desabamento de um prédio em construção na Penha, São Paulo, equipes do Corpo de Bombeiros seguem em busca de três vítimas desaparecidas. Até o momento, cinco pessoas foram resgatadas, sendo três delas fatais.

Na manhã deste domingo (13), as equipes do Corpo de Bombeiros continuam os trabalhos de resgate em um prédio que desabou na Penha, zona leste de São Paulo. O incidente ocorreu na madrugada de sábado (12), por volta das 2h, e resultou na morte de três pessoas, incluindo duas mulheres, uma delas grávida, e um homem. Até agora, cinco vítimas foram encontradas, enquanto uma criança e outro homem foram resgatados com ferimentos leves e encaminhados a hospitais da região.

As operações de busca se estendem por aproximadamente 32 horas, com a mobilização de 22 viaturas e 70 agentes, além de um cão treinado para busca e salvamento. As equipes utilizam também maquinário especializado para ajudar na remoção de escombros e estruturas pesadas que dificultam o acesso aos desaparecidos.

O prédio em questão estava em obras e pertencia à construtora New Home. Alexandre Sampi, advogado da empresa, assegurou que a obra estava regular e possuía alvará. Ele afirmou que a construtora está oferecendo todo o apoio necessário às vítimas e que apenas um laudo técnico poderá determinar as causas do desabamento.

Durante uma visita ao local, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), informou que a construção tinha autorização para 11 andares. No entanto, uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 havia permitido a continuidade da obra, após a verificação de que uma demolição necessária tinha sido realizada. Nunes, contudo, revelou que essa demolição não ocorreu e anunciou que a funcionária da subprefeitura responsável pela vistoria será investigada.

Além disso, o prefeito declarou que os responsáveis pela construtora serão presos, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de responsabilização pelos erros que levaram à tragédia. A comunidade local, composta em sua maioria por famílias de origem boliviana, enfrenta um momento de dor e incerteza enquanto aguarda notícias sobre os desaparecidos.

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