O senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, denunciou nesta segunda-feira (14) que teve seu pedido de acesso ao Supremo Tribunal Federal (STF) negado. O parlamentar havia solicitado inclusão na lista de presença para acompanhar a sessão da Corte programada para esta terça-feira (15), mas não obteve sucesso.
Em uma manifestação feita por meio das redes sociais, Viana expressou seu descontentamento com a decisão, enfatizando que seu verdadeiro interesse é estar presente no plenário do Senado durante uma possível votação referente ao processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Ele questionou: “Sou senador da República, representante eleito por milhões de brasileiros e integrante de um Poder constitucionalmente independente. Afinal, qual é o motivo para impedirem minha presença na Suprema Corte do país?”.
O senador direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, solicitando que a Casa avance com os pedidos de impeachment contra os ministros do STF. “Onde eu realmente gostaria de estar amanhã é no plenário do Senado Federal, com as portas abertas, todos os senadores presentes e o processo de impeachment de Alexandre de Moraes colocado imediatamente em votação”, afirmou Viana.
A cobrança feita por Viana a Alcolumbre foi clara: “Agora, a pergunta é para o presidente Davi Alcolumbre: o senhor abrirá o plenário e permitirá que o Senado vote, ou continuará impedindo que o Brasil conheça a posição de cada senador?”. Essa declaração surge em um momento de crescente pressão da oposição para que a votação dos pedidos de impeachment avance.
Além disso, Viana já havia protocolado uma representação contra Alcolumbre no Conselho de Ética, acusando-o de omissão em relação às solicitações de impeachment que foram apresentadas. O senador reiterou que o Senado deve cumprir seu papel constitucional e permitir que os pedidos sejam discutidos e votados.
“A responsabilidade do Senado é clara. O Brasil exige respostas, coragem e ação. Estou pronto para ocupar meu lugar no plenário e cumprir o mandato que milhões de mineiros me confiaram”, declarou o senador.

