Na sessão realizada nesta sexta-feira (25), o Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) deliberou sobre a permanência do procurador-geral da República, Paulo Gonet, à frente do caso do Banco Master. A decisão foi tomada com um placar de 6 votos a favor da manutenção de Gonet, enquanto 3 votos ainda estão pendentes.
Os conselheiros entenderam que não têm competência para avaliar a necessidade de impedimento ou suspeição do procurador-geral, considerando que essa questão deve ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramitam os procedimentos relacionados. Assim, o colegiado não chegou a discutir se existiam fundamentos para um eventual impedimento de Gonet, rejeitando o pedido por não ter a competência legal para tal análise.
Entretanto, algumas opiniões foram manifestadas durante a sessão. A conselheira Samantha Chantal ressaltou que Gonet deveria ter se declarado impedido desde o início, uma vez que surgiram elementos que o vinculavam a pessoas de seu círculo. Para ela, a situação exigiria que o procurador não atuasse na análise da própria conduta.
Por outro lado, Celso de Albuquerque Silva afirmou não encontrar indícios que estabeleçam uma relação de amizade entre Gonet e Daniel Vorcaro, nem elementos que possam sugerir a prática de prevaricação por parte do procurador-geral.
A divisão no colegiado também se estende à possibilidade de designar um subprocurador-geral da República para investigar a atuação de Gonet. Neste aspecto, o placar está empatado em 3 a 3, com alguns conselheiros se posicionando a favor da apuração preliminar e outros contra.
Na mesma sessão, a conselheira Janice Ascari votou a favor da designação para a investigação preliminar, acompanhada por Samantha Chantal. Essa proposta visa reunir informações que, se não encontrarem indícios de vantagem indevida ou favorecimento, podem levar ao arquivamento do procedimento.

