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Gilmar Mendes critica uso político de investigações em homenagem a Edson Fachin

O ministro do STF Gilmar Mendes se manifestou contra vazamentos seletivos e o uso político de investigações durante homenagem ao presidente da Corte, Edson Fachin, destacando a importância da imparcialidade nas decisões.

Durante uma homenagem ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o ministro Gilmar Mendes expressou críticas a práticas que classificou como "vazamentos seletivos" e ao "uso político-eleitoral" das investigações. A declaração ocorreu em um momento em que a Corte enfrenta disputas internas, especialmente relacionadas ao caso Banco Master.

Gilmar Mendes fez referência à atuação de Fachin na relatoria da Operação Lava Jato, após a morte do ministro Teori Zavascki. Ele destacou que, apesar das diferenças jurídicas entre eles, Fachin manteve a imparcialidade necessária em sua função. "Naquela quadra, ministro Fachin, não houve notícias de vazamentos seletivos em nossos gabinetes, tampouco qualquer ato que pudesse indicar uso político-eleitoral das investigações", afirmou Mendes.

O ministro também reconheceu que houve divergências em decisões relacionadas à Lava Jato, mas enfatizou que essas discordâncias não afetaram a integridade do trabalho judicial. "Essa divergência, porém, jamais alcançou aquilo que nos unia: a convicção de que o juiz não é parte, nem instrumento de causa alguma", disse Gilmar.

As críticas de Mendes surgem em um contexto de intensos debates no STF sobre a condução das investigações do Banco Master. O ministro André Mendonça, que é relator de parte dos processos, já foi alvo de questionamentos por parte de Gilmar sobre a forma de condução e divulgação dos procedimentos. Recentemente, em 15 de setembro, Gilmar apresentou uma questão de ordem pedindo a unificação dos processos relacionados ao caso e defendeu a identificação dos magistrados envolvidos nas apurações, embora a análise tenha sido suspensa após o pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Embora tenha abordado questões delicadas em seu discurso, Gilmar Mendes não mencionou diretamente o nome de Mendonça ou o caso Banco Master. A conexão entre seus comentários e a situação atual foi percebida pelo conteúdo de suas críticas e pela menção a vazamentos e possíveis utilizações eleitorais de investigações.

Ao celebrar o primeiro ano de Fachin à frente do STF, Mendes ressaltou decisões importantes tomadas durante sua gestão, reconhecendo a postura equilibrada que Fachin tem mantido em um ambiente de tensão na Corte. "Tenho a convicção de que Vossa Excelência seguirá fortalecendo esta Corte, com a serenidade, o rigor e a retidão que marcam sua vida pública", afirmou.

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