O Partido Liberal (PL) obteve um resultado significativo nas eleições para o Senado Federal, realizadas no último domingo (4). A legenda, que já era a maior bancada da Casa desde as eleições de 2022, ampliou sua força e deverá iniciar 2027 com 28 senadores, somando os novos eleitos e os parlamentares que já ocupam mandatos. A Agência Senado informou que o PL elegeu 19 novos senadores nesta eleição, um número que pode ser alterado até fevereiro, caso haja mudanças de partido ou ocupações de outros cargos por alguns parlamentares.
Com essa nova composição, o PL se destaca à frente das demais legendas. O Partido dos Trabalhadores (PT) terá nove senadores, enquanto o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) contará com oito. O Republicanos, por sua vez, conquistou seis cadeiras no Senado. Entre os destaques da nova bancada do PL estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, eleitas pelo Distrito Federal, além de Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, que representarão Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar foram escolhidos para ocupar as duas vagas disponíveis.
A vitória do PL é notável, pois a sigla conseguiu eleger os dois senadores em cinco estados: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. A marca de 19 senadores eleitos em uma única eleição estabelece um novo recorde desde a promulgação da Constituição em 1988, superando a anterior marca de 14 senadores, que foi alcançada pelo PMDB em 1994 e 2010, além do extinto PFL em 2002.
Dentre os 54 assentos em disputa neste ano, o PL alcançou 35,2% dos votos. Para comparação, em 1998, o PMDB obteve 44,4%, mas naquele pleito apenas 27 cadeiras estavam em jogo.
A formação das novas bancadas ainda passará por mudanças, pois dois senadores que foram eleitos governadores no primeiro turno deixarão suas cadeiras para os suplentes. Cleitinho (Republicanos-MG) será substituído por Alex Diniz (PL), enquanto Sergio Moro (PL-PR) dará lugar a Luís Felipe Cunha (União). Romário (RJ) também será considerado como senador sem partido na nova contagem.
Mudanças adicionais poderão ocorrer após o segundo turno das eleições para governos estaduais. A nova legislatura deverá contar com 13 bancadas no Senado, uma a mais do que em 2023, refletindo uma maior concentração partidária em comparação com 2018, quando 20 partidos elegeram ao menos um senador. Entre 2018 e 2026, sete partidos que tinham senadores foram extintos devido a fusões e incorporações.

