O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta quinta-feira (08), a partir das 10h, a análise do registro da candidatura de Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato e filiado ao partido Novo, ao Senado pelo estado do Paraná. Dallagnol obteve 2.904.594 votos, correspondendo a 25,14% dos votos válidos, e está previsto para exercer seu mandato de 1º de fevereiro de 2027 até 31 de janeiro de 2035.
Deltan Dallagnol foi eleito deputado federal em 2022, mas seu mandato foi cassado em 2023. O TSE o declarou inelegível naquele ano, sob a alegação de que teria renunciado ao cargo de procurador da República enquanto respondia a um processo disciplinar, embora não houvesse provas concretas dessa acusação. Na eleição de 2022, Dallagnol foi o candidato mais votado do Paraná.
Em 2023, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido o registro de sua candidatura ao Senado, mas essa decisão foi contestada no TSE. No último sábado (03), o ministro Floriano de Azevedo Marques, que é o relator do caso, indeferiu o registro em uma decisão monocrática. No entanto, o presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu essa decisão até que o Plenário da Corte realize o julgamento.
O recurso apresentado questiona tanto o registro da candidatura quanto a validade dos votos atribuídos à chapa majoritária. A questão gira em torno da decisão do TRE-PR, que considerou que Dallagnol não solicitou exoneração do cargo de procurador da República para evitar uma possível causa de inelegibilidade.
A diplomação de Dallagnol como senador depende do resultado do julgamento pelo TSE. Caso o Plenário determine que ele era inelegível no momento da disputa, os votos recebidos serão anulados, o que pode resultar na convocação de uma nova eleição para a vaga.
Em uma nota divulgada na véspera do julgamento (07), Dallagnol expressou confiança de que a decisão do TSE respeitará a vontade popular e os princípios da justiça. Ele destacou que “o povo do Paraná fez sua escolha” e que “seus votos merecem respeito”.

