A disputa entre Atlético de Madrid e Real Madrid ganhou novos contornos após a rejeição de uma proposta de € 150 milhões (cerca de R$ 900 milhões) do clube merengue pela transferência do atacante Julián Álvarez. Em resposta, o Atlético se manifestou publicamente, reforçando que o jogador não está à venda e não agradeceu ao rival pelo interesse.
Por meio de suas redes sociais, o Atlético de Madrid destacou que a abordagem do Real Madrid não foi bem recebida e fez referência a um vídeo viral em que o Papa Leão XIV teria expressado preferência pelos merengues. O clube ainda cutucou o Barcelona em sua nota, ressaltando a situação de rivalidade entre os times.
O comunicado oficial do Atlético continha algumas ironias direcionadas ao Real Madrid: "Vocês cortaram o vídeo do Papa onde ele dizia que também era do Atleti. Vocês terão confundido educação com agradecimento, mas para que não haja dúvidas: não lhes agradecemos nada. Nem estudamos nem avaliamos nenhuma oferta por Julián. Como não nos vamos dar bem, se vocês nos fazem rir ainda mais que o Barcelona".
A proposta do Real Madrid, feita na terça-feira (9), foi uma promessa do presidente Florentino Pérez, que havia se comprometido a oferecer 150 milhões de euros por uma estrela do futebol caso fosse reeleito. Após vencer as eleições no último final de semana, Pérez iniciou a investida por Álvarez, um jogador de 26 anos que tem se destacado no futebol internacional.
O comunicado do Real Madrid, por sua vez, afirmava: "O Real Madrid CF anuncia que, após a reunião de hoje do Conselho de Administração, fez uma oferta de 150 milhões de euros ao Club Atlético de Madrid pelos direitos federativos do jogador Julián Álvarez. Após analisar e avaliar a proposta, o Atlético de Madrid agradeceu ao clube pela oferta, feita no âmbito das boas relações existentes entre os dois clubes, e a rejeitou, citando a cláusula de rescisão do jogador".
Com essa movimentação, fica evidente que a rivalidade entre os dois gigantes do futebol espanhol continua aquecida, com o Atlético de Madrid reafirmando sua posição em não liberar o atacante, que se tornou um dos alvos mais cobiçados do mercado europeu.

