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Ato conservador na Paulista impede manifestação da esquerda no Dia do Trabalhador

O grupo Patriotas do QG garantiu o uso da Avenida Paulista para ato em apoio a Flávio Bolsonaro, frustrando planos da CSP-Conlutas, que teve que se deslocar para a Praça da República.
Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (Ilustrativa)

Em 1º de maio de 2026, a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de um ato promovido pelo grupo conservador Patriotas do QG. A manifestação, que tem início marcado para 11h, ocorre em um ano eleitoral e frustra as intenções de entidades de esquerda que planejavam se reunir no mesmo local para comemorar o Dia do Trabalhador. O grupo de direita havia notificado as autoridades sobre o evento em setembro de 2024.

A Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas) reagiu a essa situação, publicando uma nota de repúdio à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A CSP-Conlutas informou que havia protocolado seu pedido para utilização da Paulista em março de 2026, mas não conseguiu a autorização, uma vez que a prioridade é dada com base na ordem de chegada dos pedidos.

A legislação brasileira garante o direito de reunião em espaços públicos, desde que não sejam utilizados armamentos e que haja aviso prévio às autoridades competentes. Contudo, a PM organiza a agenda de eventos conforme a ordem de protocolamento, e o pedido do Patriotas do QG foi o primeiro a ser aceito.

O ato do Patriotas do QG contará com a participação de outros grupos, como “Voz da Nação” e “Marcha da Liberdade”, todos vinculados ao Projeto União Brasil, fundado em 2019 e que reúne diversos movimentos com pautas conservadoras. A manifestação se concentrará em apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), adotando o lema “Supremo é o Povo”.

Em resposta à perda do espaço na Paulista, a CSP-Conlutas decidiu transferir sua própria manifestação para a Praça da República, onde pretende abordar temas como o fim da escala 6×1, questões relacionadas ao arcabouço fiscal e à reforma administrativa, além de opor-se a privatizações e ao feminicídio, incluindo apoio à criação da estatal Terrabrás.

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