Uma vez no site fraudulento, o usuário é incentivado a inserir seu CPF para realizar uma “consulta gratuita”. Após essa ação, é apresentado um aviso de situação de “alto risco fiscal”, com um prazo curto para regularização, geralmente no mesmo dia, sob a ameaça de multa e restrições em benefícios diversos.
Para aumentar a credibilidade do golpe, o site falso exibe informações pessoais, como nome completo e dados de filiação, que podem ter sido obtidos de vazamentos anteriores. Os golpistas sugerem que a regularização deve ser feita rapidamente através de um pagamento via Pix, oferecendo até mesmo um desconto para convencer a vítima de que está obtendo uma vantagem.
Thales Santos, especialista em segurança da informação na ESET Brasil, destaca que a combinação de engenharia social e o uso estratégico de dados reais são fatores que tornam o golpe mais convincente. O período crítico da Declaração do Imposto de Renda, somado ao uso de informações pessoais legítimas, cria uma situação alarmante que leva a vítima a agir por impulso.
Para se proteger contra essa prática fraudulenta, é recomendado que os usuários acessem os serviços da Receita Federal apenas através de canais oficiais. É importante desconfiar de links recebidos por mensagens e evitar realizar pagamentos sem verificar a autenticidade da origem. Caso haja dúvidas sobre dívidas ou pagamentos pendentes, o ideal é acessar diretamente o aplicativo ou site da Receita Federal para confirmar a situação.

