A Polícia Civil do Distrito Federal encaminhou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome. O depoimento está agendado para ocorrer por meio de videoconferência na próxima quarta-feira, dia 24, às 15h.
A solicitação foi feita após uma tentativa frustrada de intimar Bolsonaro em sua residência, onde ele cumpre prisão domiciliar. Os policiais não conseguiram realizar a diligência porque a equipe de segurança do ex-presidente impediu o acesso ao local.
A investigação começou após a apreensão de uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, que foi encontrada com um dos seguranças de Bolsonaro. A abordagem aconteceu na noite de segunda-feira, dia 15, durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
Na manifestação enviada a Moraes, a Defesa de Bolsonaro argumentou que o ex-presidente tinha solicitado o conserto da arma após identificar uma falha em seu funcionamento. Os advogados também afirmaram que ele não sabia que membros de sua equipe de segurança haviam retirado uma peça da pistola, tornando-a inoperante.
De acordo com a defesa, a remoção da peça foi uma decisão tomada pela equipe de segurança em função do uso de medicamentos psiquiátricos por Bolsonaro. A arma foi inutilizada temporariamente sem que o ex-presidente fosse informado sobre a alteração. Ao perceber o defeito, Bolsonaro fez o pedido de reparo da pistola. Agora, a Polícia Civil aguarda a autorização do STF para prosseguir com o depoimento.

