Quatro centrais sindicais encaminharam uma carta ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em apoio à escolha do deputado Paulinho da Força como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa eliminar a escala 6×1. Essa proposta tem como objetivo alterar o artigo 7º da Constituição, promovendo uma redução gradual da jornada de trabalho.
De acordo com a PEC, a jornada de trabalho deve ser reduzida a 36 horas semanais em um período de 10 anos. Apesar do apoio das centrais, Paulinho da Força declarou que não recebeu convite para assumir essa função. Na correspondência, os líderes sindicais ressaltam a experiência e o conhecimento técnico do deputado sobre a questão, além de sua habilidade em articular entre o Congresso, o setor produtivo e o movimento sindical.
O documento foi assinado por representantes da Força Sindical, da União Geral dos Trabalhadores, da Central de Sindicatos Brasileiros e da Pública. Em resposta a essa demanda, Hugo Motta criou uma comissão especial para analisar a proposta. Essa comissão será composta por 37 membros titulares e um número igual de suplentes, com instalação prevista para ocorrer nos próximos dias.
A PEC 6×1 unifica duas propostas que buscam a redução da jornada semanal para até 36 horas, incluindo o fim da escala 6×1 e a possibilidade de organização do trabalho em quatro dias. O relator da proposta ainda não foi definido, mas informações indicam que Motta pode manter o deputado Paulo Azi (União-BA) como relator na comissão especial.
Paulo Azi já atuou como responsável pelo parecer de admissibilidade da proposta, que foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Após a instalação da comissão, o relator terá um prazo de até 40 sessões do plenário para apresentar seu parecer sobre a PEC.

