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Crescimento de Anúncios sobre o STF nas Redes Sociais Impacta Debate Eleitoral

O aumento de campanhas digitais abordando o Supremo Tribunal Federal reflete a intensificação do debate eleitoral, com políticos criticando ministros e propondo mudanças. Entre janeiro e abril, o número de anúncios subiu para cerca de 4,9 mil, superando em mais de 50 vezes o registrado em 2020.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou-se um tema central nas redes sociais, especialmente com a aproximação das eleições de 2026. O número de anúncios pagos relacionados ao tribunal cresceu consideravelmente, alcançando cerca de 4,9 mil campanhas entre janeiro e abril de 2023. Este número representa um aumento superior a 50 vezes em comparação com o mesmo período de 2020.

Políticos e pré-candidatos ao Senado têm utilizado o STF como estratégia em suas campanhas, seja para criticar ministros ou para mobilizar eleitores em torno de propostas de mudança. Os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes estão entre os alvos frequentes das críticas, assim como a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF no Senado.

Um exemplo é o senador Carlos Portinho (PL-RJ), que, em anúncios de março de 2026, defendeu a diminuição dos poderes do tribunal. Em 2025, Portinho também expressou preocupação com a possibilidade de um Senado que respaldasse o presidente Bolsonaro após as eleições de 2026.

Outros parlamentares, como Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO), têm explorado as redes sociais para destacar suas posições sobre o STF. Marinho, por exemplo, celebrou a rejeição da indicação de Jorge Messias, alegando que a decisão evidenciou que a escolha dos ministros é uma prerrogativa do Senado Federal.

Os pré-candidatos ao Senado têm intensificado suas abordagens sobre o tema. Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou em janeiro de 2026 que a única forma de o Brasil retomar a sanidade seria com uma maioria no Senado, ressaltando que apenas esta casa possui a prerrogativa para processar o impeachment de ministros do STF. Carlos Jordy (PL-RJ) e Kim Kataguiri (Missão-SP) também têm produzido conteúdos críticos em relação aos ministros da Corte.

Além das campanhas de candidatos, diversas páginas e perfis têm promovido anúncios em favor da criação de um código de conduta para os ministros do STF. Essa proposta é defendida publicamente pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e reflete a crescente discussão sobre a necessidade de formalizar regras de conduta para os integrantes do tribunal. O tema permanece em evidência nas plataformas digitais.

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