A proximidade das eleições traz incertezas quanto a dois casos que envolvem os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça. Os processos, que colocaram os dois em lados opostos, ainda não foram analisados pelo STF e incluem mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news, iniciado em 2019.
Durante um evento no Palácio do Planalto, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a Corte se manifestará de forma "firme" sobre as questões, mas ainda não há uma data definida para que os casos sejam levados ao plenário. Fachin tem a opção de submeter o relatório de Mendonça à votação, mas, até o momento, decidiu manter os processos em seus respectivos prazos.
Conforme as informações disponíveis, um dos casos poderá ser analisado somente a partir de 14 de setembro, enquanto o outro só deverá ser considerado depois de 22 de setembro. A proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, levanta preocupações sobre a possibilidade de que o STF opte por não tomar decisões em um momento politicamente sensível.
A análise dos casos poderá ocorrer de forma separada ou em conjunto, o que, se acontecer, resultaria na análise do caso de Moraes após 22 de setembro. Essa situação pode atrasar ainda mais as decisões referentes a ambos os episódios, que já têm repercussões políticas significativas.
No primeiro caso, Mendonça está envolvido nas investigações relacionadas ao Banco Master. Ele retirou o sigilo de parte das mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes, argumentando que o conteúdo deve ser discutido pelo plenário do STF, considerando a implicação de um colega de Corte.
Fachin determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem suas manifestações. Esses prazos indicam que a análise do caso ficará para depois de 14 de setembro.

