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Defesa de Roberta Luchsinger solicita investigação sobre suposto vazamento de conversas

Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Inácio Lula da Silva, entrou com um pedido no STF para apurar um possível vazamento de diálogos entre eles. Investigações sobre fraudes no INSS envolvem Lulinha, mas ele não foi indiciado até o momento.

A empresária Roberta Luchsinger protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 21, com a intenção de investigar um suposto vazamento de conversas entre ela e Fábio Luís Inácio Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Os advogados de Luchsinger afirmam que essas conversas foram mencionadas em um plano da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, o que gerou preocupações sobre a legalidade da obtenção dessas informações.

No requerimento, a defesa solicita acesso ao material, caso exista autorização judicial para a interceptação das comunicações, ou a abertura de uma investigação para apurar uma possível quebra ilegal de sigilo. A petição foi embasada em uma reportagem que afirmava que a equipe do pré-candidato ao Palácio do Planalto estava considerando divulgar áudios de diálogos entre Luchsinger e Lulinha, os quais estariam ligados a um inquérito sobre fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os advogados da empresária afirmam não ter conhecimento de qualquer decisão judicial que tenha autorizado a interceptação de suas comunicações privadas. Se a interceptação foi, de fato, autorizada, eles pedem acesso integral ao conteúdo obtido. Caso contrário, a defesa solicita que o STF inicie uma investigação para apurar a possível violação de sigilo.

Tanto Roberta Luchsinger quanto Lulinha estão entre os investigados em um inquérito que investiga um esquema de fraudes no INSS. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, já autorizou a quebra do sigilo fiscal de Lulinha, mas até o momento, nenhum dos dois foi indiciado no primeiro relatório da Polícia Federal (PF).

O documento da PF apontou indícios de crimes envolvendo Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e outras 47 pessoas. Entre os indiciados consta o deputado federal Euclydes Petersen, do PL, o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais.

A PF expôs o esquema de fraudes em abril de 2025, durante a Operação Sem Desconto, revelando que entidades associativas realizavam descontos irregulares sobre benefícios pagos pelo INSS. As investigações estimam que cerca de R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados de beneficiários por sindicatos e outras entidades.

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