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Deputado estadual do RJ é detido em operação contra fraudes na educação

Thiago Rangel, deputado do Avante-RJ, foi preso durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga irregularidades na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. A ação da Polícia Federal inclui mandados de busca e apreensão em várias cidades.
Foto: Foto: Divulgação

Na manhã do dia 05 de maio de 2026, a Polícia Federal (PF) realizou a prisão do deputado estadual Thiago Rangel, do Avante-RJ, como parte da 4ª fase da Operação Unha e Carne. A operação investiga fraudes em contratos vinculados à Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ). A ação abrange a execução de 7 mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo o município do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal.

A PF informou que as investigações revelaram indícios de direcionamento nas contratações de escolas estaduais, especialmente na Diretoria Regional Noroeste da Seeduc, uma área que é considerada como de influência política de Rangel. As empresas envolvidas nas contratações apresentaram ligações prévias com o esquema investigado.

De acordo com a PF, após a liberação de recursos públicos, o dinheiro era sacado e redistribuído através de transferências para empresas associadas ao grupo sob investigação. Parte dos valores, segundo a PF, era misturada a recursos legais em contas de uma rede de postos de combustíveis controlada pelo líder da organização criminosa.

Além de Rangel, um mandado de prisão também foi expedido contra Rodrigo Bacellar, um ex-deputado estadual que já se encontra preso desde fases anteriores da operação. A investigação teve início a partir da análise de materiais apreendidos na primeira fase da Operação Unha e Carne, que buscava investigar vazamentos de informações sigilosas relacionadas a ações policiais. Durante essa fase, Bacellar foi identificado como o responsável por repassar informações sobre operações que visavam o Comando Vermelho.

Os vazamentos de informações teriam comprometido investigações e favorecido membros da facção criminosa, incluindo o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias. A operação faz parte da Missão Redentor II, que está vinculada à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, e tem como objetivo desarticular financeiramente organizações criminosas.

Os envolvidos nas investigações podem enfrentar acusações de organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

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