O relatório detalha a existência de uma infraestrutura composta por dezenas de empresas que facilitavam a movimentação e a dispersão dos valores, utilizando transferências sucessivas para dificultar o rastreamento dos recursos. Os mecanismos empregados incluíam o uso de criptoativos e fundos imobiliários, além de empresas de fachada para ocultar a origem dos montantes.
Durante a apresentação do relatório, Gaspar destacou que houve limitações significativas no progresso das investigações. Ele apontou que decisões judiciais e a atuação de alguns parlamentares dificultaram a convocação de diretores de instituições financeiras e o acesso a relatórios de inteligência, essenciais para o avanço das apurações.
O deputado também fez críticas ao papel do Supremo Tribunal Federal em relação a algumas decisões que impactaram o andamento do caso. Apesar de o relatório final ainda não ter sido aprovado, os documentos da CPMI serão enviados ao STF, ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, com a lista de 216 pessoas que apresentam indícios de envolvimento nas irregularidades identificadas.

