O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anunciou nesta sexta-feira (4) a retirada do pedido de Alexandre de Moraes em relação a André Mendonça do inquérito das fake news. A solicitação de Moraes, que ocorreu na quinta-feira (3), alegava "fortes indícios" de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça em investigações ligadas ao Banco Master e fraudes no INSS.
Com essa decisão, Fachin determinou que as acusações não prosseguirão no Inquérito 4.781, que é relatado por Moraes. O material em questão será analisado em um procedimento separado, que será conduzido pela Presidência do Supremo Tribunal Federal.
Além disso, Fachin estabeleceu um prazo de cinco dias úteis para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a admissibilidade e a regularidade do pedido feito por Moraes. André Mendonça também terá o mesmo prazo para apresentar sua defesa em relação às acusações.
Essa decisão ocorre em um contexto de tensão entre os dois ministros, que se intensificou após a divulgação do relatório da Polícia Federal, que continha mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Mendonça decidiu retirar o sigilo do material e argumentou que os elementos relacionados a Moraes devem ser analisados em plenário pelo STF, de maneira pública e transparente.

