O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) refutou as alegações de que teria sugerido a substituição do sistema de pagamentos brasileiro, conhecido como Pix, pelo Zelle, utilizado nos Estados Unidos. A declaração foi feita por meio de suas redes sociais na última quarta-feira, 04 de junho de 2026, quando ele se manifestou sobre reportagens que interpretaram suas palavras de maneira equivocada, chamando-as de "patifaria" e exigindo uma retratação.
A polêmica surgiu após uma entrevista concedida ao TCM News no dia 03 de junho, quando Eduardo abordou as possíveis ações comerciais dos EUA contra o Brasil. Durante a conversa, ele citou o Pix em contexto relacionado ao novo tarifaço proposto pelo governo norte-americano, mencionando o Zelle como um exemplo de sistema de pagamento similar. "Nós fizemos um pedido aos americanos para que qualquer tipo de tarifa ou retaliação nesse sentido comercial demorasse, que esperasse pelo menos até a eleição desse ano, porque se o Flávio Bolsonaro for eleito teremos outra diretriz de governo federal", declarou.
Eduardo continuou sua fala enfatizando a semelhança entre os dois sistemas, afirmando: "Agora, os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como o Zelle. O Pix dos EUA é o Zelle. Então dá para ir para a mesa de negociação com os americanos com bons argumentos". Ele também mencionou o interesse dos EUA em recursos como terras raras e manganês, sugerindo que essas questões poderiam ser parte das negociações futuras.
Após a veiculação da entrevista, diversos veículos de comunicação passaram a relatar que Eduardo Bolsonaro havia defendido a troca do Pix pelo sistema de pagamentos americano. O ex-deputado contestou essa interpretação e reiterou sua solicitação de correção pública, esclarecendo que sua intenção nunca foi propor tal substituição.
Essa situação destaca a complexidade das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em um momento em que as políticas comerciais estão sob intenso escrutínio. A discussão sobre tarifas e retaliações comerciais está no centro do debate econômico, e a posição de figuras políticas como Eduardo Bolsonaro pode influenciar as negociações futuras entre os dois países.

