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Empresário nega envolvimento em vazamento de dados do STF e critica operação de Moraes

Marcelo Conde refutou as acusações de acesso irregular a dados fiscais de magistrados do Supremo Tribunal Federal e criticou a ação judicial conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, chamando-a de truculenta.

O empresário Marcelo Conde se manifestou nesta segunda-feira, 20, negando qualquer envolvimento em um suposto esquema de acesso irregular a dados fiscais de magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. Em sua declaração, Conde contestou a operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a qual ele descreveu como uma "ação judicial truculenta, digna de regime de exceção".

Em nota, Conde expressou sua indignação com a operação de busca e apreensão que atingiu ele e sua família, a qual considerou uma exposição excessiva na mídia, supostamente orquestrada por Moraes. Ele afirmou: "É necessário refutar com veemência a imputação: as acusações descabidas veiculadas na imprensa, a partir dessa operação, não correspondem à realidade. Nunca atuei ou participei de qualquer organização voltada à obtenção de dados sigilosos."

A operação, realizada no início de abril, foi conduzida pela Polícia Federal (PF) e incluiu o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em endereços em São Paulo e no Rio de Janeiro, todos associados a Marcelo Conde, que é filho do ex-prefeito Luiz Paulo Conde. Os ministros do STF afirmaram que o empresário teria pago R$ 4,5 mil em espécie para obter declarações fiscais de forma ilegal, além de ter fornecido uma lista de CPFs.

Washington Travassos de Azevedo, contador, indicou que Conde teria solicitado informações sobre familiares do ministro Alexandre de Moraes, incluindo a advogada Viviane Barci, esposa do magistrado. A PGR informou que foram identificados acessos irregulares a dados de 1.819 contribuintes, o que gerou preocupação entre os magistrados do STF.

Além das apreensões realizadas, que incluíram celulares e dispositivos eletrônicos de membros da família de Conde, ele destacou que os mandados judiciais eram direcionados somente a ele. O empresário também ressaltou os danos à sua reputação e à de sua família, afetando sua vida profissional, econômica e pessoal.

Conde se comprometeu a se defender adequadamente, enfatizando a importância do direito à informação, à ampla defesa e ao devido processo legal, além de exigir imparcialidade jurisdicional. Ele afirmou que, caso lhe sejam garantidos esses direitos, poderá contribuir para esclarecer a verdade sobre os fatos.

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