Na manhã do dia 14, Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, voltou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em Petrópolis, na Região Serrana. A ação faz parte da 2ª fase da Operação Sem Refino, que investiga práticas de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica na comercialização de combustíveis.
Além de Castro, a operação também atinge o ex-secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, e outros envolvidos, como Antonio Carlos Santos, Luiz Fernando Gomes, José Mauro Junior, Mauricio Leite e Ana Carolina Miranda. Ao todo, foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação está relacionada à Refit, empresa de Ricardo Magro, que é responsável pela antiga Refinaria de Manguinhos. De acordo com os dados da PF, o grupo teria utilizado estruturas societárias e financeiras com o objetivo de ocultar patrimônio, dissimular bens e transferir recursos para o exterior.
A PF também está averiguando a participação de agentes públicos em possíveis irregularidades na concessão de licenças ambientais para a refinaria. O foco é determinar se as autorizações foram dadas sem seguir as orientações dos órgãos técnicos competentes e se houve lavagem de capitais associada a esse esquema.
Bernardo Rossi assumiu a Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade após a exoneração de Thiago Pampolha, que ocorreu em março de 2024, em meio a um rompimento político com Cláudio Castro. Como aliado do ex-governador, Rossi esteve à frente da gestão ambiental do Estado durante o período em que uma licença de funcionamento da Refit foi renovada, embora tenha negado quaisquer irregularidades na ocasião.
*Matéria em atualização

