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Flávio Bolsonaro testemunha em audiência nos EUA contra tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

O senador Flávio Bolsonaro participa de audiência no Escritório do Representante Comercial dos EUA, onde se opõe à imposição de tarifas de 25% sobre exportações do Brasil. Ele argumenta que a medida favoreceria o governo brasileiro e busca evitar ganhos políticos para Luiz Inácio Lula da Silva.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL do Rio de Janeiro, compareceu nesta terça-feira, 7, a uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O encontro ocorre no contexto de uma investigação sobre práticas brasileiras consideradas "irrazoáveis" e a possível imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano.

Durante sua participação, Flávio expressou sua oposição à medida e manifestou sua intenção de argumentar contra a tarifa. O senador afirmou que busca impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva obtenha vantagens políticas a partir dessa situação, aproveitando-se da narrativa de defesa da soberania nacional.

Flávio Bolsonaro, que é aliado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou que não pretende encerrar a investigação, mas acredita que a imposição de tarifas beneficiaria o governo brasileiro. As alegações do USTR contra o Brasil incluem ordens judiciais que obrigaram empresas de mídia social dos EUA a remover conteúdos políticos e bloquear perfis, além de restrições e multas relacionadas a pagamentos.

O Brasil também enfrenta acusações de dificultar a atuação de empresas americanas no setor de serviços eletrônicos de pagamento, além de criar benefícios tarifários para o México e a Índia em setores competitivos e não combater de forma suficiente a corrupção e a pirataria. Desde 2017, o país é acusado de manter tarifas desfavoráveis ao etanol dos EUA, além de falhas na aplicação de legislações contra desmatamento ilegal.

Na sua solicitação para participar da audiência, Flávio enfatizou que sua posição é clara e sugeriu a continuidade da investigação. Ele argumentou que as tarifas propostas poderiam recompensar o atual governo brasileiro por sua estratégia de postergar negociações, provocar retaliações de Washington e, assim, transformar essa retaliação em uma vitória política interna.

Outro participante da audiência, o empresário Paulo Figueiredo, que é conhecido como apoiador da família Bolsonaro, também se manifestará contra a tarifa. Ele declarou que a proposta de taxação de 25% puniria as vítimas da conduta que originou a investigação, ao mesmo tempo em que beneficiaria os autores das ações.

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