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Ex-Presidente da Alerj é alvo de investigação e nega obstrução

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, se defende de acusações relacionadas à Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro e corrupção. Ele teve sua transferência para presídio federal determinada pelo STF.

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), apresentou uma defesa contundente nesta quinta-feira (2) ao ser alvo da quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga casos de lavagem de dinheiro e irregularidades em doações eleitorais. A defesa do político, filiado ao PL, negou qualquer tentativa de obstruir investigações ou proteger organizações criminosas.

A Operação Unha e Carne da Polícia Federal (PF) apura relações entre a cúpula do jogo do bicho e membros do Executivo e Legislativo do estado. No decorrer da operação, Bacellar teve sua prisão decretada, mesmo já tendo sido detido anteriormente. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou na transferência do ex-parlamentar para um presídio federal, a partir de sua saída do Presídio Pedrolino Werling, conhecido como Bangu 8, localizado no Complexo de Gericinó.

A defesa de Bacellar enfatizou que ele não possui qualquer ligação com os crimes investigados, apresentando documentação que, segundo eles, comprova sua inocência. A nota destaca que o ex-parlamentar sempre pautou sua atuação política na legalidade e combate à criminalidade organizada no Estado do Rio de Janeiro, qualificando as acusações como inverdades.

Na mesma operação, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em diversos endereços na cidade do Rio. Entre os alvos da ação estão o empresário Marcio Poncio, preso na Barra da Tijuca, e o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, que já se encontrava detido. O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, também foi investigado, tendo seus endereços alvo de buscas.

Rodrigo Bacellar é suspeito de vazar informações sigilosas sobre operações policiais para membros do Comando Vermelho (CV), o que, segundo as investigações, teria permitido que o ex-deputado estadual TH Jóias destruísse provas antes da execução da Operação Zargun. Bacellar foi preso pela primeira vez em setembro de 2025, sob a suspeita de usar seu mandato para beneficiar a facção criminosa.

A primeira detenção do ex-parlamentar ocorreu em dezembro de 2025, durante a fase inicial da Operação Unha e Carne. Naquela ocasião, a Alerj revogou a prisão preventiva, permitindo que Bacellar respondesse às investigações em liberdade, sob medidas cautelares impostas pelo STF, incluindo o afastamento da presidência da Casa e o uso de tornozeleira eletrônica.

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