O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília anunciou, na última segunda-feira (6), que cumpriu a ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e entregou as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro à Polícia Federal (PF). A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que também prorrogou a prisão domiciliar do ex-presidente, considerando que ele não pode manter armamentos enquanto cumpre pena criminal.
De acordo com a comunicação do Comando, das oito armas que a defesa de Bolsonaro alegou estarem sob a guarda do Exército, duas não estão mais em posse da instituição. Um dos armamentos mencionados pelos militares possui o mesmo número de série de uma arma que foi apreendida durante uma abordagem a um membro da segurança do ex-presidente, ocorrida em junho.
Na decisão do STF, Moraes destacou que a entrega das armas deveria ocorrer na segunda-feira, 10 de outubro de 2023. A defesa de Bolsonaro havia informado que, das dez armas registradas em nome do ex-presidente, duas já haviam sido entregues à PF em abril de 2023, atendendo a uma solicitação do Tribunal de Contas da União (TCU).
O Comando do Batalhão de Polícia do Exército esclareceu que, entre os modelos listados na decisão de Moraes, as armas que não estão armazenadas são a Pistola Glock calibre 9×19 e a Espingarda Maestro Arms Company. Ambas têm características de uso restrito e permitido, respectivamente.
As armas registradas em nome de Jair Bolsonaro incluem uma variedade de modelos como a Pistola Taurus calibre .380, a Pistola Taurus calibre .40, e o Fuzil Caracal calibre 5,56 mm. Além disso, a lista também inclui armamentos de uso permitido, como a Espingarda Typhoon calibre 12 e a Pistola Arex calibre 9 mm.
A situação das armas do ex-presidente segue sob atenção, especialmente em um contexto de debate sobre a posse de armamentos por figuras públicas e os desdobramentos legais associados ao caso.

