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Gilmar Mendes argumenta a favor da continuidade do Inquérito das Fake News até as eleições

Em entrevista, o ministro do STF destacou a importância da investigação, que visa apurar a disseminação de notícias falsas e ameaças contra a Corte, até o pleito eleitoral.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, expressou, na última quarta-feira, 22, a necessidade de manter o Inquérito das Fake News em vigor até, pelo menos, o período das eleições. Durante uma entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, ele ressaltou que a investigação desempenha um papel crucial diante dos "ataques" que a Corte tem enfrentado.

Gilmar Mendes enfatizou que o inquérito é essencial e deve permanecer ativo até que sua finalidade seja cumprida. "Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário e ele vai acabar quando terminar. É preciso que isso seja dito em alto e bom som", declarou. O ministro destacou que o STF tem sido alvo de críticas e deslegitimação, o que demanda uma resposta por parte da instituição.

Para justificar sua posição, Gilmar Mendes mencionou episódios recentes, incluindo a postura do relator da CPI do Crime Organizado, que, segundo ele, atacou a Corte e solicitou indiciamentos sem considerar quem realmente cometeu crimes. "Isso pode ser deixado assim? Acho que não", afirmou o ministro.

O Inquérito das Fake News, que está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, foi instaurado em 2019 com o objetivo de investigar a propagação de informações falsas e ameaças dirigidas a membros do STF. A investigação, que já dura sete anos, recebe críticas de diversos setores, que a consideram longa e abrangente demais.

Apesar das controvérsias, Gilmar Mendes defendeu a relevância da continuidade do inquérito. Ele argumentou que a abertura e a manutenção da investigação foram passos significativos do STF, especialmente no contexto atual. "Acho que foi um momento importante do Supremo ter aberto o inquérito e de mantê-lo, pelo menos até as eleições. Acho que é relevante", concluiu o ministro.

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