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Irã responsabiliza EUA por falhas em negociações de paz com a Rússia

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reúne com Vladimir Putin em São Petersburgo e critica a postura dos EUA nas negociações de paz no Oriente Médio. O chanceler iraniano aponta exigências excessivas dos norte-americanos como um dos motivos para o insucesso nas tratativas.
Foto: Foto: Jorono/Pixabay

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se encontra nesta terça-feira (27) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo. O encontro acontece após Araghchi atribuir aos Estados Unidos a responsabilidade pelo insucesso da última rodada de negociações de paz que ocorreu no Paquistão.

A chegada do chanceler iraniano à Rússia se dá em um contexto de novas articulações diplomáticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, que envolve a tensão entre iranianos e forças dos EUA e Israel. Este é o primeiro encontro das partes após um cessar-fogo que se seguiu a 40 dias de confrontos.

Em declarações à imprensa estatal iraniana, Abbas Araghchi afirmou que a abordagem dos EUA foi decisiva para o não alcance dos objetivos nas negociações anteriores, que apresentaram alguns avanços. O chanceler criticou as “exigências excessivas” da delegação norte-americana, que dificultaram o progresso nas tratativas de paz.

Durante sua visita, Araghchi também ressaltou a segurança do Estreito de Ormuz como uma questão de relevância global, enfatizando a importância dessa rota estratégica para o transporte de petróleo. O Irã mantém o bloqueio do estreito desde o início do conflito no Oriente Médio, e a medida será mantida enquanto as restrições impostas por Washington aos portos iranianos continuarem.

Antes de chegar à Rússia, o ministro iraniano passou por Omã e Islamabad, onde estavam programadas as discussões com os EUA. Ele também manteve comunicação por telefone com Hakan Fidan, ministro das Relações Exteriores da Turquia. Além disso, Teerã enviou mensagens a Washington através do Paquistão, estabelecendo “linhas vermelhas” sobre temas como o programa nuclear e a situação no Estreito de Ormuz.

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