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Jogadores argentinos podem enfrentar punições por ato político na Copa do Mundo

Após a semifinal contra a Inglaterra, gesto de jogadores argentinos levantando faixa sobre 'As Malvinas' pode resultar em sanções na final do Mundial. A FIFA proíbe manifestações políticas durante o torneio.

A Argentina se vê diante da possibilidade de punições após a semifinal da Copa do Mundo, na qual derrotou a Inglaterra. Durante a comemoração, alguns atletas ergueram um pano com a frase: "As Malvinas são argentinas", referência à disputa territorial entre os dois países na década de 1980. Este gesto pode ser interpretado como um "ato político", conforme os regulamentos da FIFA, que proíbem manifestações desse tipo durante o evento.

A posição da FIFA em relação a manifestações políticas não é novidade. A entidade já havia deixado claro que qualquer tipo de ato político seria inaceitável durante a Copa do Mundo, especialmente em um momento tão significativo como uma semifinal. Embora a orientação tenha sido inicialmente direcionada aos torcedores, ela também se aplica aos jogadores que atuam em campo.

Um episódio semelhante ocorreu Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando a Coreia do Sul enfrentou o Japão na disputa pela medalha de bronze. O meia Park Jong-woo, após a vitória, levantou uma faixa com a frase "Dokdo é nosso território", provocando a rivalidade histórica entre os dois países. O Comitê Olímpico Internacional (COI) considerou a ação como um ato político e impediu o jogador de receber sua medalha.

Se a FIFA adotar uma postura semelhante à do COI, jogadores da Argentina podem enfrentar restrições na cerimônia de premiação, impedindo-os de subir ao pódio para celebrar o título ou receber a medalha de vice-campeão. Imagens nas redes sociais mostram atletas como Giuliano Simeone e Lisandro Martínez segurando a faixa de provocação, ao lado de Flaco López, Enzo Fernández e Lionel Messi, levantando questões sobre as possíveis consequências do ato.

Vale ressaltar que a manifestação da Argentina envolveu um número maior de jogadores em comparação ao caso da Coreia do Sul, onde apenas um atleta foi sancionado. A situação gera um clima de expectativa antes da grande final, marcada para o próximo domingo (19), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O confronto entre Argentina e Espanha terá início às 16 horas (horário de Brasília) e pode resultar na quarta conquista dos argentinos, que já venceram em 1978, 1986 e 2022. Por sua vez, a Espanha, campeã em 2010, busca a segunda taça mundial.

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