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Lançamento do Desenrola Brasil 2.0 busca renegociar dívidas de famílias brasileiras

O programa Desenrola Brasil 2.0, que será lançado pelo governo Lula nesta segunda-feira, amplia as opções de renegociação de dívidas, visando reduzir o endividamento das famílias. Com condições facilitadas, o uso do FGTS é uma das principais inovações do programa.
Foto: Foto: Reprodução/YouTube

O governo federal, sob a liderança do presidente Lula, apresenta nesta segunda-feira (04) o Desenrola Brasil 2.0, uma nova fase do programa de renegociação de dívidas criado em 2023. A cerimônia de lançamento ocorrerá no Palácio do Planalto, com início marcado para a manhã.

A versão atualizada do programa tem como objetivo ampliar o alcance da iniciativa, permitindo a renegociação de dívidas relacionadas a cartões de crédito, cheque especial, crédito pessoal e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As condições oferecidas incluem juros reduzidos a até 1,99% ao mês e descontos que podem variar entre 30% e 90% sobre o montante devido.

Uma das principais inovações do Desenrola 2.0 é a possibilidade de utilização do saldo do FGTS para a quitação de dívidas. Os beneficiários poderão destinar até 20% do saldo disponível, com a transferência dos recursos realizada diretamente entre bancos, garantindo que o valor seja aplicado na quitação das dívidas.

Na prática, essa medida permitirá que os trabalhadores autorizem a Caixa Econômica Federal a transferir valores do FGTS diretamente para a instituição financeira credora, desde que haja saldo suficiente disponível. O governo estima que essa ação poderá gerar um impacto de R$ 4,5 bilhões no FGTS, com um limite previsto de até R$ 8 bilhões para saídas de recursos vinculadas ao programa.

Entretanto, a iniciativa tem gerado críticas entre analistas e representantes de setores produtivos, que alertam para os riscos de uma possível diminuição dos recursos destinados à habitação e uma possível perda de reserva financeira dos trabalhadores. Além disso, parte das diretrizes do programa já havia sido divulgada por Lula em um pronunciamento anterior, no qual anunciou que os participantes do Desenrola ficariam proibidos de acessar plataformas de apostas online por um ano.

O governo busca, com a nova versão do Desenrola, combater o alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicam que 80,4% das famílias estavam endividadas em março, o maior índice registrado desde 2010. As principais dívidas dos brasileiros se concentram em cartões de crédito (84,9%), crediários (16%) e empréstimos pessoais (12,6%).

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