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Lula orienta Vorcaro a manter o Banco Master em meio a proposta de compra simbólica

Durante uma reunião no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconselhou Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master por um valor simbólico de R$ 1 ao BTG Pactual, destacando a importância de fortalecer a concorrência no setor bancário.

Em uma reunião realizada no Palácio do Planalto no dia 4 de dezembro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aconselhou Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master, que enfrentava dificuldades financeiras, por um valor simbólico ao BTG Pactual. Vorcaro buscou a opinião de Lula sobre uma proposta feita por André Esteves, sócio sênior do BTG, que oferecia apenas R$ 1 pela instituição.

"O BTG, de André Esteves, quer comprar meu banco por R$ 1. Eu não quero confusão. Devo vender ou seguir no mercado? Nós queremos reduzir a concentração bancária do Brasil, presidente", indagou Vorcaro durante o encontro. Lula, por sua vez, sugeriu que ele mantivesse a instituição, expressando críticas a Esteves e a Roberto Campos Neto, então presidente do Banco Central (BC).

Após a reunião, Vorcaro compartilhou com sua então namorada, Martha Graeff, que o encontro com o presidente havia sido “ótimo”. O mercado já estava ciente das dificuldades financeiras do Banco Master, embora Vorcaro atribuísse os rumores a uma resistência de várias instituições que não apoiavam sua tentativa de romper o monopólio dos grandes bancos.

Lula enxergou em Vorcaro uma oportunidade de alterar a estrutura de dominação dos principais bancos no Brasil, além de potencializar a influência da esquerda no setor financeiro. A reunião ocorreu em um contexto em que Esteves havia declarado publicamente que o próximo governo poderia ser liderado por um político da oposição, o que gerou descontentamento no Palácio do Planalto.

Além de Lula e Vorcaro, estiveram presentes na reunião os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Também participaram Augusto Lima, então CEO do Banco Master, e Gabriel Galípolo, que já era apontado como o próximo presidente do Banco Central.

Durante a gestão de Galípolo à frente do BC, o número de encontros com o Banco Master cresceu significativamente. Nos primeiros 11 meses de 2025, foram registradas 41 reuniões, em contraste com apenas 24 ocorridas durante os seis anos de gestão de Campos Neto.

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