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Lula parte para os EUA nesta quarta-feira para encontro com Donald Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca de Brasília para Washington nesta quarta-feira, 6, com agenda focada em tarifas comerciais, segurança e minerais estratégicos. O encontro com Donald Trump está marcado para quinta-feira, 7.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta quarta-feira, 6, uma viagem aos Estados Unidos, com partida de Brasília às 13h e chegada prevista a Washington às 21h. O principal objetivo da viagem é a reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, marcada para a quinta-feira, 7. Este será o único compromisso oficial do presidente brasileiro durante sua estadia no país.

A agenda do encontro abrange questões comerciais, especialmente as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, como aço, alumínio, cobre e móveis. O governo brasileiro expressa preocupação com a possibilidade de uma nova aplicação de taxas por meio da "seção 301", um mecanismo utilizado pelos EUA para investigar práticas comerciais consideradas desleais. Uma delegação brasileira já havia visitado Washington em abril para discutir esse assunto, além de temas como o Pix e o etanol.

Outro ponto relevante da pauta é a cooperação internacional no combate ao crime organizado. Há rumores de que os Estados Unidos possam classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, embora não haja confirmação sobre a inclusão desse tema nas negociações. Além disso, a discussão sobre minerais críticos, essenciais para novas tecnologias e abundantes no Brasil, também deverá ser abordada. O governo brasileiro busca um novo marco regulatório para o setor mineral e defende uma maior valorização dos recursos nacionais.

Recentemente, a mineradora norte-americana USA Rare Earth anunciou a aquisição da brasileira Serra Verde, produtora de terras raras, por US$ 2,8 bilhões, movimentando o mercado de minerais estratégicos entre Brasil e EUA.

A visita de Lula ocorre em um contexto de tensão nas relações bilaterais, intensificada pela prisão e subsequente liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem. Durante este período, houve troca de demandas diplomáticas, sendo que os EUA solicitaram a saída de um agente da Polícia Federal, enquanto o Brasil retirou as credenciais de um funcionário norte-americano. O Palácio do Planalto não divulgou a lista completa dos integrantes da comitiva presidencial, mas espera-se que o grupo seja reduzido, possivelmente incluindo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Por fim, a geopolítica também estará presente nas discussões, uma vez que Lula já expressou opiniões divergentes sobre as operações dos Estados Unidos no Oriente Médio e no Irã.

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