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Os Riscos Ocultos da Biometria no Cotidiano Digital

O uso crescente de tecnologias biométricas, como reconhecimento facial e leitura de digitais, levanta preocupações sobre segurança e privacidade. Especialistas alertam para os perigos associados a essas práticas e à evolução da inteligência artificial.

A utilização de métodos biométricos, como reconhecimento facial, leitura de digitais e escaneamento de íris, tornou-se comum na vida de milhões de brasileiros. Contudo, muitos não percebem que essas informações estão entre os dados mais sensíveis que existem, e diferentemente de senhas, não podem ser alteradas em caso de vazamento.

Com o avanço da inteligência artificial e o surgimento de deepfakes, especialistas em segurança digital demonstram preocupação com o uso indiscriminado da biometria, que pode facilitar a ocorrência de golpes, fraudes financeiras e roubo de identidade. Esse tema foi amplamente discutido em um episódio recente do Podcast Canaltech, onde Marta Schuh, diretora de Cyber & Tech Insurance da Howden Brasil, abordou os impactos da biometria no cotidiano, os desafios da privacidade digital e os riscos associados à rápida evolução da IA.

Atualmente, desbloquear dispositivos móveis por meio da biometria, acessar contas bancárias utilizando a digital ou entrar em prédios através do reconhecimento facial é considerado algo normal. Para Marta, a biometria evoluiu de uma simples ferramenta de identificação para um mecanismo de autenticação digital. Isso significa que características como rosto, digital, voz e íris estão se tornando “senhas biológicas” utilizadas para validar identidades em diversos serviços, incluindo financeiros, aplicativos e sistemas corporativos.

Apesar da popularização dessas tecnologias, a conscientização da população acerca dos riscos ainda está aquém. Durante a entrevista, Marta destacou que a inteligência artificial já possui a capacidade de reconstruir vozes, entonações e até aparências a partir de poucos minutos de material disponível na internet. Embora o Brasil ainda não tenha enfrentado uma “grande onda” de deepfakes, a expectativa é que essa realidade se altere rapidamente nos próximos anos, elevando as preocupações para além de vídeos falsos.

A segurança digital, conforme enfatizado por Marta, não se limita somente às ferramentas tecnológicas. Ela destaca que muitos incidentes cibernéticos têm origem em falhas humanas, o que torna a educação digital e o treinamento essenciais. Para ela, as empresas devem encarar a segurança cibernética como um elemento estratégico, em vez de um mero custo operacional.

A biometria, apesar das críticas que recebe, pode oferecer benefícios reais em determinados contextos. Um exemplo citado por Marta é o uso em hospitais, que frequentemente são alvos de ataques cibernéticos e necessitam de soluções rápidas de autenticação que não comprometam a operação médica. O desafio futuro, segundo a especialista, será encontrar um equilíbrio entre praticidade, segurança e privacidade em um mundo cada vez mais influenciado pela inteligência artificial.

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