O Paraná reafirmou seu prestígio no cenário da alta queijaria ao obter resultados significativos na 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizada em São Paulo. Representado pelo Biopark, um ecossistema de inovação localizado em Toledo, o estado conquistou o bicampeonato no título de Melhor Queijeiro do Brasil, além de arrecadar quatro novas medalhas na competição.
A equipe responsável pela conquista foi composta pelos pesquisadores Kennidy de Bortoli, Isabelli Maria Passos de Oliveira e Nayara Leontino Scherpinki, que apresentaram uma linha inovadora de queijos inspirada em elementos espaciais. As criações uniram técnica e conceito gastronômico, explorando desde efeitos visuais e sensoriais na massa até perfis aromáticos complexos. Dentre os destaques, estavam queijos com referências a planetas, meteoros e buracos negros, utilizando cascas lavadas e notas minerais, além de especiarias, com variações de textura e temperatura durante a degustação.
Kennidy de Bortoli, um dos pesquisadores, ressaltou que o foco vai além da conquista de títulos e medalhas. “Trabalhamos para criar uma experiência completa, que transcenda o sabor. Cada queijo deve contar uma história, utilizando diferentes estímulos sensoriais”, afirmou o pesquisador do laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Queijos Finos do Biopark.
O Paraná também se destacou na competição, que contou com cerca de dois mil queijos de mais de 30 países, apresentando produtos desenvolvidos por meio da transferência de tecnologia do Biopark para queijarias locais. O queijo Passionata, da Queijaria Flor da Terra, obteve o terceiro lugar geral na categoria Campeão dos Campeões. O Abaporu, da mesma queijaria, recebeu a medalha Super Ouro, enquanto o queijo Deleite conquistou a prata. O Granatoo, produzido pela Queijaria Ludwig, garantiu a medalha de bronze.
Com esses resultados, o Projeto de Queijos Finos do Biopark alcançou a impressionante marca de 76 premiações nos últimos sete anos, evidenciando um modelo que combina ciência de alimentos, inovação e valorização da produção regional.
Além do reconhecimento técnico, o projeto impacta diretamente a cadeia produtiva. A metodologia desenvolvida pelo Biopark possibilita que pequenos produtores rurais fabriquem queijos de alto valor agregado, com potencial de alcançar até três vezes o valor de mercado de produtos convencionais.

