Paulo Serra, de 53 anos, é um dos candidatos ao governo de São Paulo pelo PSDB. Nascido em Santo André, no ABC paulista, ele cresceu em um ambiente político conturbado, sendo neto de um ex-vice-prefeito e filho de um vereador suplente. Sua trajetória política teve início em 2004, quando foi eleito vereador aos 21 anos, e sua formação acadêmica inclui graduação em Economia e Direito.
Um dos episódios marcantes em sua carreira ocorreu nas eleições de 2012, quando a disputa política resultou na saída do então prefeito Aidan Ravin (PTB) e na vitória do petista Carlos Grana. Na época, Serra optou por se aliar ao governo petista, mas atualmente evita discutir essa fase de sua trajetória.
Esse período foi marcado por um clima tenso, especialmente após o julgamento do Mensalão, que intensificou a divisão política no país. Em meio a esse cenário, Serra buscou fazer conexões com adversários políticos, como a decana Dinah Zekcer (PTB) e Vanderlei Siraque (PT), que havia sido derrotado em 2008.
O político transitou por diversas siglas antes de se firmar no PSDB, começando sua carreira no PFL e ingressando no PSDB em 2006. Durante a gestão de Carlos Grana, atuou como secretário de Mobilidade Urbana e Obras e Serviços Públicos, pelo PSD, onde pôde observar de perto as dificuldades da administração. Ele deixou o governo em 2015 para concorrer à prefeitura, vencendo Grana em 2016 e sendo reeleito em 2020. Em 2023, Serra tornou-se tesoureiro nacional do PSDB, cargo que ocupou por sete meses, e é membro da executiva nacional do partido.
Com a instabilidade recente no PSDB, Serra viu seu aliado, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, deixar a sigla. Em busca de alternativas, ele fortaleceu sua relação com Ciro Gomes, ex-governador do Ceará, apoiando-o em uma possível candidatura à Presidência da República. Atualmente, Serra conta com cerca de 5% das intenções de voto nas pesquisas, o que não o coloca como favorito na corrida pelo governo.
Ao comentar sobre a participação do PSDB nas eleições, Serra expressou otimismo quanto à possibilidade de Ciro Gomes se candidatar à presidência, afirmando que o partido precisa se reconstruir e se distanciar da polarização política. Ele acredita que é fundamental que o PSDB entre em campo e se reconecte com a população, reafirmando seu compromisso com boas gestões e soluções econômicas que abordem não apenas a responsabilidade fiscal, mas também o endividamento de muitas famílias brasileiras. Para Serra, a presença de um candidato como Ciro Gomes seria uma alternativa positiva para o país e para a revitalização do PSDB.

