Uma pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec e divulgada neste sábado (18) aponta que 49% dos brasileiros acreditam que o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, deve permanecer em prisão domiciliar. Essa situação se dá mesmo após o término do prazo inicial de 90 dias determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em contrapartida, 42% dos entrevistados consideram que Bolsonaro deveria ser levado de volta ao regime fechado na Papudinha, que fica no Complexo da Papuda, em Brasília.
O levantamento, que ouviu 2 mil pessoas entre os dias 8 e 12 de abril em 130 municípios, revelou que 9% dos participantes não souberam ou não responderam sobre a situação do ex-presidente. A pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.
Bolsonaro está sob prisão domiciliar humanitária desde 27 de março, após ter sido internado por duas semanas em um hospital de Brasília devido a uma broncopneumonia bilateral. Essa decisão foi autorizada por Moraes, que impôs um controle rigoroso sobre as visitas e outras medidas cautelares. A defesa e a equipe médica do ex-presidente devem informar semanalmente ao STF sobre a evolução de seu estado de saúde.
Recentemente, os médicos que acompanham Jair Bolsonaro informaram ao STF que ele precisará passar por uma cirurgia no ombro direito. O prazo de 90 dias para a prisão domiciliar pode ser estendido por Alexandre de Moraes, caso julgue necessário.
Antes de ser colocado em prisão domiciliar, Bolsonaro ficou 125 dias preso no contexto das investigações relacionadas a uma suposta tentativa de golpe de Estado. Desse total, 54 dias foram passados na sede da Polícia Federal e 57 dias na Papudinha. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.
Essa pesquisa vem à tona em um momento de intensa discussão sobre a situação jurídica de Jair Bolsonaro, que continua a gerar divisões na opinião pública brasileira. Com 42% da população a favor de sua volta ao regime fechado, o debate sobre as medidas que envolvem a prisão do ex-presidente permanece acirrado.

