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Piloto da Core, Felipe Monteiro Marques, falece após longo tratamento de lesão por tiro

Felipe Monteiro Marques, policial civil e piloto do Serviço Aeropolicial, faleceu aos 46 anos após mais de 14 meses internado em decorrência de um tiro na cabeça. O incidente ocorreu em uma operação na Vila Aliança, no Rio de Janeiro, em março do ano passado.

Felipe Monteiro Marques, piloto e policial civil, faleceu no último domingo (17) aos 46 anos, após uma longa luta contra as sequelas de um tiro de fuzil que sofreu na cabeça. A informação sobre seu falecimento foi divulgada nas redes sociais pelo perfil oficial do policial, que lamentou a perda e destacou a coragem e determinação de Felipe em enfrentar todos os desafios ao longo de sua vida.

A notícia da morte de Felipe veio dois dias após a esposa, Keidna Marques, ter comunicado um agravamento significativo no estado de saúde do piloto. O incidente que resultou na grave lesão ocorreu em 20 de março do ano passado, quando Felipe realizava sobrevoos na comunidade Vila Aliança, localizada em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, a bordo de um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Durante a operação, a aeronave foi alvo de disparos de criminosos, e Felipe foi atingido por um tiro de fuzil na região da testa. A bala, que colidiu com a aeronave antes de atingir o policial, perfurou seu crânio, causando danos significativos. Investigações subsequentes apontaram que o chefe do tráfico de drogas da Vila Aliança, identificado como José Gonçalves Silva, conhecido como “Sabão”, teria ordenado os disparos contra a aeronave.

O disparo causou a destruição de aproximadamente 40% do crânio de Felipe. Desde então, ele enfrentou uma verdadeira batalha pela vida, passando por várias cirurgias e enfrentando infecções graves, além de necessitar de diversas transfusões de sangue. Em setembro, após um período crítico, ele se submeteu a uma cranioplastia, que tinha como objetivo reconstruir o crânio danificado.

Após oito meses internado em estado crítico no CTI do Hospital São Lucas, em Copacabana, Felipe recebeu alta e foi transferido para um quarto, onde continuou a recuperação. Em dezembro, ele deixou o hospital e foi encaminhado para uma unidade de reabilitação, onde prosseguiu com seu tratamento, enfrentando as consequências do grave ferimento.

A morte de Felipe Monteiro Marques representa uma perda significativa para a comunidade policial, que o reconhece como um exemplo de bravura e resiliência diante das adversidades enfrentadas ao longo de sua carreira.

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