O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, manifestou nesta quinta-feira (4) sua indignação após o II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro conceder perdão judicial a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel. Cavaliere declarou: "Não medirei esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura".
A demissão de Monique, que foi formalizada em março de 2026, permanece inalterada, segundo o prefeito. Ele expressou estar "perplexo" com a decisão do Conselho de Sentença, que reclassificou a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo e condenou Monique por tortura por omissão. A juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pela decisão, justificou o perdão com a alegação de que Monique enfrentou uma reação social "desproporcional e desmesurada", marcada por preconceitos de gênero.
Cavaliere também ressaltou que, apesar da decisão judicial, a posição da Prefeitura de manter Monique Medeiros afastada de seus quadros está integralmente mantida. "Decisão judicial não se discute, se cumpre", afirmou o prefeito.
O julgamento, que se destacou por ser o mais longo da história do Judiciário fluminense, durou 11 dias e resultou na condenação do ex-vereador Dr. Jairinho, que recebeu uma pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo.
Leniel Borel, pai de Henry, criticou o perdão concedido a Monique, classificando-o como "a terceira morte do menino" e anunciou que irá recorrer ao Ministério Público em busca de contestar a decisão.

